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TEATRO PAIOL – “A REVITALIZAÇÃO”

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Inaugurado em 24 de novembro de 1969 por Perry Salles e Miriam Mehler o Teatro Paiol é uma sala de espetáculo que teve sua trajetória especialmente atrapalhada por uma das mais grotescas obras viárias do país, o Elevado Costa e Silva.

A confortável sala foi projetada pelo arquiteto Rodrigo Lefévre a sala não contou com muito dinheiro para ser construída, mas o casal Perry e Miriam não encontrou dificuldades em finalizar o projeto com a ajuda de muitos amigos artistas e admiradores.

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As poltronas destinadas à platéia foram adquiridas de segunda mão da empresa Folha da Manhã S/A e, para melhorar a acústica da sala recém criada, as paredes tiveram seus tijolos perfurados um a um pelo casal proprietário do imóvel. Hoje, sem forro nas paredes, é possível conferir que os buracos estão lá intactos tais como foram feitos por Perry Salles e Miriam Mehler.

Os famosos “buracos acústicos”:

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A proposta do Teatro Paiol era encenar somente peças de autores brasileiros, apoiando e difundindo a cultura brasileira e para a inauguração foi escolhida a peça Flor da Pele, estrelada por Consuelo de Castro e dirigida por Flávio Rangel.

Entretanto, com a dificuldade de se investir somente em peças de autores nacionais, Salles e Mehler decidiram finalmente abrir espaço às produções internacionais e optaram por iniciar com a obra Abelardo e Heloisa, de Ronal Millaar. Porém o palco ainda não possuia urdimento cênico e para isso foi necessária uma grande reforma, reconstruindo o palco e disponibilizando um urdimento de 9 metros de altura e mais três andares de camarim. Com isso, o Paiol tornava-se o primeiro teatro paulistano de pequeno porte a contar com urdimento.

Com o tempo o local passou também a contar com livraria e cineclube.

A decadência:

Com a chegada do Elevado Costa e Silva, popular Minhocão, no ano seguinte da inauguração do teatro, a região passou a sofrer uma lenta, porém contínua, degradação. Aos poucos, a região de Vila Buarque foi perdendo seus atrativos mais conhecidos como a Boate La Licorne e o local deteriorou-se.

Não demorou muito e o público do teatro, outrora fiel, começou a rarear em meados da década de 1980. Separado de Míriam Mehler há alguns anos Perry Salles já não tinha mais parte no teatro. No início da década de 1990 o Teatro Paiol deixava de ser um teatro, fechando suas portas. Ele logo reabriria novamente como um cinema de filmes de sexo explícito, destino amargo e comum a grande maioria dos cinemas de rua do centro de São Paulo.

Créditos do texto e fotos para www.saopauloabandonada.com.br

A revitalização:

A partir de agora (maio de 2010), o Teatro Paiol retorna à cena, começa a ser revitalizado e volta a ser palco de cultura e lazer no centro da cidade de São Paulo. O espaço já está disponível para receber peças, ensaios, palestras, workshops, shows e outros eventos. O local está sob a administração da empresa BALADERIA, para mais informações e contato acesse o site www.baladeria.com.br.

 

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